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rachelcorleone ([info]rachelcorleone) wrote,
@ 2009-04-22 14:24:00

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A Wonderful Thing [4/10]
Título: A Wonderful Thing
Autora: Jeninne
Ship: Pierre/David
Fandom: Simple Plan
POV: 1° pessoa
Censura: PG.
Disclaimer: Não é meu, não ganho nada, não aconteceu. (Y)

O Quarto Mês:

Não havia como negar em quinze semanas de gravidez. Bem, para ser sincero, quando ele vestia as camisas alguns números maiores que ele tinha, ele ainda conseguia passar por normal – piegas, mas normal. O fato de que ele vinha começando a vestir essas camisas todos os dias, ao invés de apenas para dormir, estava chamando a atenção dos seus colegas de banda, mas essa era sua única opção agora. Se ele achasse que podia se esconder com as roupas folgadas pelo resto de sua gravidez, era isso que teria feito, mas ele estava sendo pressionado. A gravadora começara a importuná-lo, falando sobre imagem e marketing. Eles o queriam de volta a seus jeans e camisetas apertados. Eles o estavam forçando a contar.

Porque, gostasse ou não, ele estava com a barriga inchada.

Nem era tão grande assim, mas quando ele punha a mão em seu peito e a deslizava para baixo, ele inevitavelmente encontrava um gentil, mas óbvio inchaço ao redor de sua barriga.

Mais do que o embaraçar, isso o irritava. Ele estava apenas entrando no seu segundo trimestre. Quatro meses já. Era malditamente cedo para estar aparente e quando ele ligou para um especialista, este disse que era por causa da sua baixa estatura. Não havia como impedir isso. Ele ia ficar tão grande quanto uma casa e isso seria logo.

Então, ele tinha que contar à banda e não apenas porque seu médico o tinha alertado sobre seu estilo de vida e a magnitude das coisas que poderiam, potencialmente, contribuir para um bebê doente ou, pior, um aborto. E por mais que David ainda estivesse longe de gostar do bebê, se fosse para tê-lo, ele ia ter certeza de fazer isso com saúde. O médico queria que ele cortasse as atividades da banda e isso significava contar aos caras.

Eles tiveram um tempo no sábado e David deu um jeito de tirá-los da cama bem cedo, pela primeira vez usando suas roupas usuais. As calças eram extra pequenas, mas ele deu um jeito de colocá-las, e a camiseta que ele vestira revelava tudo. Ele se observou de lado num espelho e correu a mão por sua barriga. A camiseta deixava a gravidez espalhafatosa. Ele vestiu um agasalho largo por ora.

“Sobre o que é?” Pierre perguntou, esticando-se na frente dele, enquanto olhava para o relógio em seu pulso. “Eu tenho um encontro com um carnaval.”

Os olhos de David se cerraram. Ele sabia que Pierre queria dizer que ele tinha um encontro no carnaval. Tinha doído, realmente doído, quando algumas semanas depois deles terminarem, ele encontrou Pierre e outro garoto baixo e de cabelos escuros. Era algum fã que os tinha seguido por semanas, David descobriu, e agora ele e Pierre estavam meio que namorando. David se sentia mal, e certamente não era por causa do bebê, toda vez que ele olhava pela janela e via aquela estúpida van VW seguindo o ônibus deles.

“É importante.” David disse, esperando até que Jeff desligasse o telefone e Chuck desviasse o olhar da janela.

“O que é?” Seb perguntou, genuinamente interessado. David poderia tê-lo abraçado.

“Eu estou... Bem, eu tenho visto esse médico. Não o mesmo médico... Erm, eu tenho falado com o mesmo médico, vendo diferentes médicos, enquanto estamos em turnê.”

Pierre enrijeceu o corpo visivelmente e, então, se ajeitou no seu assento. “Um médico? O que há de errado?” havia algo na voz dele, que David não reconheceu.

“David?” Chuck o cutucou gentilmente. “É sobre…” sua voz morreu.

“Sobre o quê?” Pierre vociferou, direcionando seu olhar furioso para seu melhor amigo. Era tal olhar de ciúmes, que David hesitava ainda mais.

David limpou sua garganta, então tentou novamente. “Quatro meses atrás, eu fui ao médico, porque estava atordoado e com náuseas. Eu... Eu não queria dizer nada, porque eu não queria estragar essa turnê. Demorou tanto para esse CD sair. Nós merecemos essa turnê. Eu não podia imaginar estragá-la.”

“É muito grave?” Seb perguntou, sua voz vacilante. “O quão doente você está?”

“Por que você não nos contou?” Jeff exigiu. “Nós teríamos entendido. Não há nada mais importante do que todos nós estarmos o mais saudável possível.”

Como usualmente acontecia, a banda virou-se para si mesma, pequenas conversas acontecendo e a atenção sendo desviada do tópico principal. David ficou parado e os observou. Pierre e Chuck argumentando sobre guardar segredos e Seb e Jeff oferecendo possíveis doenças, deixaram David mais ansioso sobre a idéia de estar grávido.

“Caras.” Ele disse, sentindo-se mal-humorado quando eles o ignoraram. Ele segurou o zíper do seu agasalho por um momento, então o abriu e quase o arrancou de seu corpo. Suas mãos repousaram na sua barriga, e ele chamou novamente, sua voz mais alta. “Caras!”

A atenção de Seb se virou para ele primeiro, e quando ele gritou “Você estrá grávido!” a sala ficou em silêncio.

David concordou brevemente. “Quatro meses. Eu… Sério, eu sinto muito. Eu não queria que isso acontecesse.”

“Eu pensei que você tinha abortado!” Chuck disse, erguendo-se num pulo.

Pierre fez uma carranca, erguendo-se. “Aborto?” ele exigiu, segurando o colarinho de Chuck entre suas mãos. “Que aborto? Você sabia disso?” Pierre chacoalhou violentamente o baterista.

As mãos de Jeff esconderam seu rosto e o guitarrista respirava fundo várias vezes, ocasionalmente olhando entre seus dedos para a figura de David.

E foi Seb, o sempre confiante Seb, que perguntou a David calmamente, se movendo para ficar ao lado do mais baixo. “Eu posso tocar?” com aqueles olhos pidões, Seb parecia ainda mais jovem do que era, mesmo que todos eles já houvessem crescido e se tornado homens.

“Claro, Seb. Mas o médico diz que é muito cedo para ter algum movimento.”

O toque de Seb era leve, mas certo, enquanto seus dedos se moviam pelo contorno da barriga saliente de David. “Wow.” Ele comentou, então franziu o cenho. “Você não tinha que passar por isso sozinho, sabe. Um bebê é algo maravilhoso.”

David zombou, então sorriu quando Seb o puxou para um abraço, sussurrando congratulações em seu ouvido.

Então, de repente, Seb não estava mais ao seu lado e Pierre estava lá, um aperto de ferro em seu braço. Pierre se inclinou para perto e exigiu. “É meu?”

“É seu?” David repetiu. Porra, ele queria gritar, de quem mais poderia ser?

“É?” Pierre continuou, seu rosto aparentemente numa perpetua carranca. “É meu ou não?”

Se não houvesse sido uma ótima oportunidade de não arruinar a vida de Pierre, David teria se sentindo ofendido com a insinuação. Ao invés, ele evitou seus olhos e respondeu. “Eu sinto muito, Pierre.”

Ele estremeceu quando Pierre bateu a porta do ônibus ao sair.

David cruzou seus braços, enquanto observava Jeff sair atrás de Pierre e, então, Seb o seguiu, oferecendo um pequeno e reconfortante aceno, enquanto fazia seu caminho. E, então, apenas Chuck ficara.

“Por que você me deixou pensar que tinha feito o aborto?” ele perguntou, não soando ofendido, apenas curioso. “Eu poderia ter estado lá para você.”

“Como você estava lá para o aborto?” David perguntou rispidamente, então pressionou uma mão na sua testa e a esfregou. Ele estava tendo outra dor de cabeça. “Sinto muito.” Ele se desculpou. “Está demorando para que eu consiga lidar de verdade com esse bebê. Você poderia apenas... Apenas não me pressionar?”

Chuck o puxou em um abraço apertado. “Você mentiu para o Pierre.” Ele disse. “Mas eu entendo o porquê.”

David fechou seus olhos e se entregou ao abraço de Chuck. “Obrigado.”


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