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Tweak says, "peanut butta jelly time!!"

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rachelcorleone ([info]rachelcorleone) wrote,
@ 2009-04-22 14:27:00

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A Wonderful Thing [5/10]
Título: A Wonderful Thing
Autora: Jeninne
Ship: Pierre/David
Fandom: Simple Plan
POV: 1° pessoa
Censura: PG.
Disclaimer: Não é meu, não ganho nada, não aconteceu. (Y)

O Quinto Mês:

Isso não poderia ser mantido em segredo para sempre, David sempre soube. Mas agora, olhando para fora da janela para um monte de pessoas amontoadas ao redor do ônibus, David desejou mais do que qualquer coisa que o conhecimento de sua gravidez pudesse ser contido por mais um tempo. Afinal, ele mesmo tinha acabado de aceitar. Ele estava apenas começando a se sentir confortável com a idéia de que em apenas alguns meses, ele estaria tendo uma pequena criança, que pareceria um pouco com ele e um pouco com Pierre, e não teria volta depois disso. Ao invés disso, o Simple Plan estava, de repente, mais para um show de horrores do que uma banda e não havia tempo para tentar ajeitar. Se tivesse tido algum tipo de privacidade antes, agora não havia mais, para todos da banda.

“Como eles descobriram?” Seb perguntou ansiosamente, perto de David. O ombro do guitarrista se pressionou contra o de David, enquanto, juntos, eles se ajoelhavam no sofá da área de descanso da banda e espreitavam por entre a cortina.

“Eles sempre descobrem. “David disse com um suspiro. Ele achou que, recentemente, ele estava tendo problemas em ter um momento de paz, uma vez que ele deixava a segurança do ônibus, da casa de show ou do hotel. Foram-se os dias em que ele podia enfiar um chapéu em sua cabeça, colocar os óculos escuros e ir fazer compras ou estar à vista. Isso estava deixando-o um pouco mais que louco e ele tinha a sensação que, depois que o bebê nascesse, as coisas apenas piorariam.

“Prestem atenção, por favor.” Uma voz grave chamou e David desviou sua atenção do circo do lado de fora, para se sentar no sofá. Ele olhou a grande forma do chefe dos seguranças da turnê européia. O homem enorme continuou. “Como eu tenho certeza de que vocês estão a par, o gato está fora da mala, por assim dizer, acerca da nossa localização. A casa de shows está se recusando a nos deixar mover o ônibus para mais perto por causa de preocupações de segurança, então nós vamos ter que forçar nosso caminho.” David gemeu ruidosamente com o resto da banda. “Eu sei, eu sei, eu não gosto disso nem um pouco mais do que vocês, mas é assim que nós vamos fazer.”

David ficou mal-humorado, um braço passando ao redor de sua barriga. Correr não era exatamente uma opção para ele. Ele já estava de cinco meses e, pelo seu tamanho, ele tinha estufado. Ele ainda não estava no ponto de gingar, graças a Deus, mas levantar estava pedindo mais e mais esforço e dormir estava começando a ser desconfortável. Ele estava limitado no momento. Não, ele não conseguiria correr.

“Não é o bastante que eu tenha concordado em fazer uma coletiva antes do show? Não é o bastante que eu vou responder coisas que não são da conta de imprensa? É apenas um bebê, eu não entendo o motivo de toda essa atenção. Eu não sou o Brad Pitt. Uma maldita coletiva por causa de um bebê?”

Jeff jogou um braço ao redor de David. “Nós continuamos a te dizer, um bebê é grande coisa. As pessoas são ‘vouyeur’ por natureza, especialmente quando são pessoas que não podem ter em suas vidas. Eles estão curiosos, demais, mas ainda curiosos. Eu aposto que eles vão ficar curiosos por um longo tempo, também.”

David afundou no sofá, esfregando gentilmente o lado de sua barriga. Ele estava se sentindo mal novamente, apesar de seus dias de mal-estar matinal terem acabado.

“Esses não são os convidados para a coletiva.” O líder dos seguranças adicionou, parecendo mais do que apenas ameaçador. “Eles são os desesperados. Eles não vão poder entrar e estão tentando chegar a você agora.”

Pierre zombou, um estranho brilho em seus olhos. “Abutres.”

“Nós temos que ir?” David pressionou. Ele não queria nada mais do que esfregar seus pés e dedilhá-lo por um momento. Não demoraria muito para que ele começasse a se sentar nos shows e só um pouco mais de tempo até que ele tivesse que se adiantar para todos.

Um olhar duro foi a resposta de David e ele se afundou mais um pouco no sofá.

Vinte minutos mais tarde, David tinha terminado sua maquiagem e colocado seus tênis. Com a jaqueta vestida em caso de, de repente, ele ficar com frio, ele se moveu para a frente do ônibus, onde parou, espremido entre o chefe da segurança e Pierre. Vários outros membros da segurança surgiram no ônibus e depois de uma última contagem e um momento de preparação, eles estavam prontos para ir.

Um pouco antes de partir, Pierre se inclinou para frente e pressionou seus lábios contra o ouvido de David. “Fique perto de mim.” Ele sussurrou, sua forma quente às costas de David. O movimento enviou um tremor para seus ossos e ele tentou não se deixar ficar excitado. Ele ainda amava Pierre, Deus, tanto que isso às vezes o matava. Ele ainda queria Pierre, ainda que o vocalista não o quisesse. E estava ficando cada vez mais difícil ficar próximo do maior enquanto ele pulava de um relacionamento para outro.

David foi atacado por microfones e vozes altas no minuto em que pisou fora do ônibus. Ele se sentiu atropelado, mesmo com o time de seguranças e seus colegas de banda fazendo seu melhor para manter o circulo de proteção ao seu redor impenetrável. E conforme seu mundo se fechava ele se encontrou vermelho, superaquecendo como se pudesse sentir uma tinta vermelha instalando-se em suas feições. Ocasionalmente, mãos o alcançavam e o tocavam, fazendo sua pele coçar. David fez seu melhor para trincar os dentes e suportar isso.

De repente, a multidão concentrou-se e deu uma balançada brusca e David perdeu o equilíbrio. Ele caiu contra Pierre com um grito de surpresa. Bile subiu para sua garganta e ele começou a entrar em pânico. Ele se sentiu perdendo a consciência e no próximo instante, seus joelhos estavam cedendo sob seu peso.

Foi um braço impossivelmente forte ao redor de sua cintura que o trouxe de volta e logo ele percebeu que estava mais sendo arrastado do que andando. Ele sentiu o cheiro de uma colônia familiar e doce e se permitiu relaxar, confiando no braço que o guiava. Era Pierre. Pierre o tinha. Pierre estava puxando-o por entre a multidão, mantendo-o longe da injúria. Era Pierre.

“Dê o fora.” David ouviu Pierre mandar. “Ele está grávido, dê o fora, porra.”

Então, uma rajada de ar frio o acertou no rosto e ele soube que estava no saguão da casa de show. Ele estava seguro.

Os dedos de David se curvaram ao redor do antebraço de Pierre e ele rezou por apenas mais um pouco de tempo com o maior tão próximo de si. O fato de Pierre ter descoberto sobre sua gravidez daquela maneira, havia testado a amizade deles. Durante semanas, ele e o mais velho mal tinham se falado, a dor e a traição muito claras no rosto dele. Tantas vezes David tinha chegado perto de contar a Pierre que ele tinha mentido, e que aquele bebê era dele. E nenhuma vez desde então, ele tivera Pierre tão perto.

Ele se agarrou a Pierre, tentando dominar a corrente de adrenalina que estava começando a ceder e, assim que abriu seus olhos, que ele tinha fechado na hora que a multidão o havia cercado, ele sussurrou. “Obrigado.”

“Você está bem?” o vocalista perguntou. “Vocês dois estão bem?” Bem tentativa e lenta, a mão de Pierre se ergueu e alcançou a barriga de David, dando ao menor tempo o bastante para rejeitar o avanço, se quisesse. Então, sua mão pressionou a barriga, mas apenas de leve.

A respiração ficou presa na garganta de David e ele gaguejou. “Sim... Uh, sim. Nós dois estamos bem.” Sua própria mão se ergueu então, e ele a repousou sobre a de Pierre, pressionando a mão do vocalista mais proeminentemente em sua barriga. Ele ficou o mais imóvel que podia, esperando para ver qual seria o próximo movimento do maior. Pierre nunca tinha... Absolutamente nunca tinha feito uma tentativa de tocar sua barriga. De fato, Pierre passou a maioria de seus dias olhando com desprezo para ela. David tinha a impressão que Pierre odiava o bebê.

“Ele...” Pierre disse desajeitadamente, mordendo seu lábio. “Já está se movendo?”

Um sorriso apareceu no rosto de David. “Ainda não, mas a qualquer momento agora.”

Com a mão de David sobre a sua, a de Pierre se moveu sobre a barriga, pressionando firmemente, mas com cuidado. A admiração em seu rosto era quase o bastante para enfraquecer os joelhos de David mais uma vez.

“Um bebê, então?” Pierre perguntou calmamente e, para David, parecia que o resto do mundo tinha desaparecido e eram apenas eles dois. “Essa é uma grande mudança. Você sempre disse que não queria filhos, pelo menos agora. Eu estou... Estou realmente surpreso.”

Os dedos de David se enlaçaram com os de Pierre. “Foi uma surpresa pra mim, mas eu estou lidando com isso. Eu só não consigo fazer isso sozinho.”

Pierre respirou fundo. “Eu não vou te deixar fazer isso sozinho.”

“David, eu te trouxe uma garrafa de água.” Seb apareceu ao lado do menor e a mão de Pierre se afastou em um instante.

David gemeu ruidosamente e desviou o olhar. “Hora perfeita, Seb.”

“O quê?” Seb perguntou, oferecendo a água para David.

David balançou sua cabeça e manteve seus olhos longe de Pierre. O que tinha acabado de acontecer?


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