A Wonderful Thing [6/10] Título: A Wonderful Thing Autora: Jeninne Ship: Pierre/David Fandom: Simple Plan POV: 1° pessoa Censura: PG. Disclaimer: Não é meu, não ganho nada, não aconteceu. (Y)
O Sexto Mês:
O final do seu segundo trimestre marcou o começo da compra séria para o bebê, mais por insistência da banda do que do próprio David. Isso era afetuoso, sério, mas surpreendente. A banda tinha pegado seu bebê como se fosse o projeto de melhoria de uma casa e como grupo e indivíduos, eles lenta, mas firmemente fizeram planos para o futuro. E isso significava que eles tinham certeza sobre o bebê antes e, mais importante, depois dele nascer. Era por isso que David estava sendo coagido em algo que ele não queria, e era certamente devido ao fato de que ele sabia o quanto a banda já amava o bebê, que ele não estava trazendo à tona o estardalhaço que ele era capaz de fazer.
“Esse não é o seu plano mais engenhoso.” David disse cinicamente, enquanto ajeitava seu chapéu em sua cabeça. “Ficou provado há um mês que nós precisamos de um disfarce melhor.” Ele lançou um olhar sombrio a Jeff quando o guitarrista girou seus olhos e lhe estendia um par de óculos escuros grandes.
“Bem, nossa, David.” Pierre falou. “Se fosse Halloween nós poderíamos simplesmente te vestir como uma abóbora gigante e todos nossos problemas seriam resolvidos.”
“Vai se foder.” David disse rispidamente, ficando bravo com Pierre.
Seb descansou seu queixo na mão. “Falando de Halloween, você poderia sempre dar outra chance ao vestido. Nós podíamos apenas fingir que você é uma mulher.”
Pierre balançou a cabeça seriamente. “Você é bonito o bastante.” Quando Pierre explodiu em risadas, David o alcançou e o socou no braço o mais forte que conseguia, satisfeito com o estremecimento no rosto de Pierre.
“Ou nós podíamos apenas não sair e comprar tudo pela internet.” David sugeriu esperançosamente.
Jeff bufou e Chuck suplicou. “Você não tem tanta sorte. Você tem que fazer as compras do bebê pessoalmente. É, tipo, uma regra ou algo assim.”
“E quanto você já tem pro bebê, de verdade?” Seb perguntou. “Você sabe, ele é esperado para daqui alguns poucos meses.”
David franziu o cenho, pensando. “Eu tenho algumas coisas.” Ele respondeu. Sua família tinha sido surpreendentemente acolhedora, e seus pais já tinham comprado uma montanha de roupas de bebê, implorando por dicas se deviam comprar azuis ou rosas. Mas - e David tinha decidido meses atrás - ele não queria saber. Saber o sexo do bebê e ter que se referir a ele como ‘ele’ ou ‘ela’* era demais no momento. Era melhor não saber até que David pudesse segurar o bebê em seus braços e saber que, de fato, ele não ia desaparecer ou ser nada além de um sonho.
“Grande coisa.” Seb disse. “Roupas de bebê não contam, David. Quanto você tem para quando levar o bebê para casa? Você sabe, um berço, cômoda e uma mesa de troca e todas essas coisas... As coisas importantes.”
David gemeu, mesmo que o resto da banda parecesse não ter sido atingida pelas palavras de Seb. Por que era oficial agora. Ele tocaria na turnê até o último momento que fosse capaz, até que os médicos lhe dissessem o contrário, e então ele teria o bebê e Pierre assumiria tanto o baixo quanto o vocal até o fim da turnê, dali outros oito meses. Uma vez que o bebê estivesse em casa, David iria rever a situação e decidir o que planejava fazer, com suas obrigações com a criança e com a banda. E enquanto isso soava unânime, aparentemente mais do que o resto da banda, que estava deliciada com o compromisso.
“Nós vamos ser descobertos.” David rosnou, deixando Chuck ajudá-lo a se erguer. “Anotem minhas palavras. Quinze minutos lá e vocês vão ter que se jogar para as fãs, para que eu possa escapar, porque eu, com certeza, não vou correr.”
Pierre lhe entregou seu agasalho com um sorriso. “Você tem tão pouca fé. Nós ligamos antes. O shopping vai abrir as lojas que nós precisamos uma hora mais cedo para nós.” Seu sorriso se alargou e ele adicionou. “E não se preocupe, eu me jogaria na frente do fã mais fanático por você e o bebê.”
Com um nó em sua garganta, David sussurrou um ‘obrigado’.
Acabou que ir às compras não era grande coisa afinal, especialmente com uma loja de departamento enorme para eles e quatro colegas de banda hiperativos, que praticamente fizeram toda a compra para David.
“Seria mais fácil se você apenas nos falasse o sexo!” Jeff disse por sobre o ombro, enquanto guiava Pierre e Chuck na direção em que os chiqueirinhos estavam dispostos, alguns rosa choque, outros em cores escuras e alguns neutros.
“E tirar toda a graça?” ele respondeu, indo com Seb ao banheiro, do outro lado da loja.
Idas ao banheiro, para o horror de David, tinham apenas aumentado, conforme o bebê crescia e estava se movendo para o próximo estágio. E com o bebê finalmente se movendo, eternamente chutando sua bexiga, havia piadas se David conseguiria chegar a tempo ao banheiro. Mas ele tentava levar na esportiva.
“Hey, David.” Seb chamou, parando ao seu lado, enquanto ambos lavavam as mãos. A banda já tinha parado de fazer piados da atividade que David demorava vários minutos para completar; o baixista estava, de repente, incapaz de sentir como se suas mãos estivessem limpas o bastante.
“Hm, sim?” ele perguntou, enfiando sabonete em seus poros.
“Você nunca disse e, bem, eu e os caras decidimos não te pressionar, mas você está bem perto de ter esse bebê. Você vai entrar no seu terceiro trimestre em uma semana, não é? Nós ainda não queremos pressionar, mas não sabemos se isso é importante e nós queremos estar prontos com nossa sobrinha ou sobrinho chegando logo.”
David franziu o cenho. “O quê?”
Seb mordeu seu lábio. “Nós sabemos por que Pierre tem uma mágoa por causa do bebê. Quero dizer, se o bebê não é dele, mas você está com seis meses, não é difícil de descobrir o que aconteceu... E nenhum de nós está te julgando, não pense isso! É só que... O pai... David, ele vai sair das sombras um dia? Ele vai estar na vida dessa criança?”
“Oh.” David disse, as mãos paradas. Nos seus melhores dias, ele era capaz de se convencer de que o bebê não era de Pierre. Ele conseguia fingir que ele estava bêbado e acabou sendo engravidado por um caso de uma única noite. Nesses dias era mais fácil, porque viver com a idéia de ser um traidor era melhor do que viver com o conhecimento de que ele era um mentiroso. E, às vezes, era quase impossível manter o segredo e ele queria arruinar a vida de Pierre tanto quanto o bebê tinha arruinado a sua. Ele precisava de ajuda – ou ele iria precisar quando a criança nascesse. Ele estava apenas começando a perceber, passar por isso sozinho ia ser difícil. Ele tinha que contar, e logo.
“David?” Seb chamou, uma mão no antebraço de David. “Você está chorando. O que foi?”
“Você jura não contar?” David perguntou, incapaz de impedir que as palavras escapassem de sua boca. Ele não conseguiu esperar a resposta de Seb, antes de adicionar rapidamente. “Eu nunca quis ficar grávido, para começar, e eu apenas... Eu não consegui me livrar disso, mas eu tentei, eu realmente tentei. E eu sou uma pessoa egoísta, Seb, eu realmente sou. Eu não consigo lidar com as coisas muito bem sozinho. Por que eu tentei salvar mais alguém disso, eu não sei. Ele devia ter estado aqui comigo o tempo todo, lidando com toda a porra de mal-estar matinal e vertigens e todas as outras merdas pelas quais eu tive que passar sozinho.”
“Quem é o pai?” Seb pressionou gentilmente.
“É o Pierre.” David sussurrou. “Eu menti. Pierre é o pai.”
*Desde que, em inglês, eles se referem ao bebê na barriga como ‘it’, a frase não faz muito sentido em português, porque nós usamos o masculino quando não sabemos. Mas, é, em inglês eles colocam “coisa”, no lugar que eu coloquei “ele”, quando se referindo ao bebê. Enfim.