A Wonderful Thing [7/10] Título: A Wonderful Thing Autora: Jeninne Ship: Pierre/David Fandom: Simple Plan POV: 1° pessoa Censura: PG. Disclaimer: Não é meu, não ganho nada, não aconteceu. (Y)
O Sétimo Mês:
Quanto mais pessoas ele contava, David achou, menos ansioso ele se sentia. Isso era estranho. Ele tinha temido que Pierre descobrisse por tanto tempo, e agora ele estava brincando com fogo, ampliando seu circulo de confiança ao ponto de que seria inevitável o vocalista perceber que ele era o pai. Ele estava começando a reavaliar a situação. Talvez Pierre descobrir não seria um completo desastre. Havia uma boa chance de que eles podiam criar a criança juntos e não se distanciar. Eles podiam se apoiar e ser bons pais, mesmo se não estivessem mais juntos.
E foi essa tal revelação, que David jurou contar a Pierre sobre sua paternidade antes que o bebê nascesse, e não depois.
Mas isso não queria dizer agora, e enquanto entrava em seu sétimo mês, David começou a perceber quão pouco tempo ele tinha, verdadeiramente, com a banda. Ele queria apreciar cada momento que ele tinha e saborear cada show, mesmo que eles ficassem se virando muito rápido para ele lidar e ele se sentasse em um banquinho o show todo, ao invés de pular ao redor. Além disso, as pesadas vibrações de seu baixo e das guitarras estavam fazendo-o se sentir mal e depois de conversar com sua banda, ele tinha decidido que tocaria só até o final do mês e era isso. Seu médico concordou.
“Não sinta como se você tivesse que fazer isso.” Pierre lhe disse, enquanto eles esperavam pelo sinal para entrar no palco. O urro da platéia era ensurdecedor, e eles tinham números cada vez maiores, conforme David crescia. Isso o fazia sentir como se as crianças estivesse pagando mais para dar uma olhar rápida no bebê, ao invés da própria banda.
David ajeitou a alça de seu baixo ao redor do seu ombro. “Nós concordamos que eu pararia no final do mês, Pierre. Eu estou bem. Eu posso fazer isso.” E isso era uma mentira, porque ele estava se sentindo especialmente mal naquela noite. Ele estava lutando contra uma violenta dor de cabeça, que tinha lhe causado uma tontura significante, e estava sentindo contrações em seus músculos. As sensações não eram nada novas, ele estava constantemente desconfortável por esses dias, mas especialmente essa noite. Mas ele se recusava a arruinar o show por seus amigos e todas as pessoas que tinham pagado para vir vê-los.
Ele se sentou no seu conhecido banquinho, uma vez que o show começou, apoiando seu baixo em seus joelhos, e dedilhando os acordes iniciais de Shut Up, uma música com a qual Pierre particularmente gostava de começar o show.
David conseguiu chegar até a metade do show, as vibrações familiares dos instrumentos balançando seu corpo desconfortavelmente, antes de sua visão começar a escurecer. Ele piscou rapidamente, tentando clarear sua visão e acompanhar Pierre apropriadamente. Ele sabia que as suas brincadeiras eram metade da razão da banda ser tão popular. Mas suas reações estavam começando a diminuir de velocidade e ele podia dizer que Pierre notara. Havia um olhar de preocupação no rosto dele e menos de uma música depois, Pierre conseguiu avisar Jeff e Seb.
Assim que Crazy terminava, Jeff caminhou apressadamente até David, e enquanto Pierre falava com o público, Jeff perguntou calmamente. “Você está bem?”
David lambeu os lábios rachados, assentindo, mesmo que seus músculos continuassem a se contrair involuntariamente e um formigar perturbador corresse por seu corpo.
“Você não parece bem.” Jeff forçou, os olhos indo de Pierre, que só podia manter a multidão ocupada, a David, que parecia mais pálido a cada segundo.
“É.” David disse. “Eu estou apenas...” o ar escapou de seus pulmões e David tombou para frente, os braços ao redor da sua barriga, enquanto um gemido de dor escapava por seus lábios. A dor era excruciante, e diferente de qualquer coisa que David tinha sentido antes, e ele sabia que algo estava seriamente errado.
Ele sentiu os braços fortes de Jeff tirarem o baixo de seu corpo e logo em seguida ele estava no chão do palco, as luzes muito brilhantes acima dele e os altos gritos de alegria da platéia, transformando-se em de horror.
“Oh, porra.” David ofegou, as costas se arqueando com outro instante de dor.
“Chame uma ambulância!” Pierre mandou, escorregando para parar ao lado da forma encolhida de David. “David, está tudo bem. Você vai ficar bem.” Suas mãos hábeis colocando o chapéu de David para o lado e correndo os dedos por entre as mechas de cabelo do baixista. “Apenas deite quietinho pra mim, okay? Você pode fazer isso?”
A voz de David falhou, então ele apenas assentiu com a cabeça rapidamente, mordendo seu lábio inferior com força o bastante para fazê-lo sangrar.
“Pierre.” Chuck chamou, parado mais para baixo da forma de David. “Pierre, olha, isso é ruim.”
David tentou erguer sua cabeça para olhar, mas Seb interceptou a ação e o forçou a deitar-se novamente, repetindo. “Apenas deite quieto, okay? Você vai ficar bem.” Havia umidade em seus olhos e isso assustou David mais do que a dor.
“Okay.” Pierre comandou. “Nós não podemos esperar pela ambulância. Nós temos que levá-lo para o hospital agora.” Quando ele voltou para o campo de visão de David, havia sangue em suas mãos e, de repente, David se sentiu doente.
“Oh, Deus.” ele ofegou. “Meu bebê!”
“Você está bem, David, eu prometo, você está bem.” Pierre o agarrou pelos ombros. “David, porra, David, olhe pra mim. Eu prometo pra você, eu não vou deixar nada acontecer com o bebê.”
“Nosso bebê.” David gemeu, tentando se curvar para o lado, mesmo que mãos o segurassem. Médicos haviam chegado na cena e eles estavam começando a afastar Pierre. Enquanto mãos frias e cobertas se moviam sobre ele, removendo seu agasalho e sua camiseta, tudo o que David conseguia pensar era que ele estava perdendo o bebê dele e Pierre nem sequer sabia que era o pai.
“Claro.” Pierre disse, assentindo rapidamente. “Nosso bebê… O bebê da banda.”
David lutou contra as mãos dos médicos e disse rapidamente. “Não, Pierre, nosso bebê. Seu e meu.” Ele começou a se sentir desconectado de seu corpo, a dor ainda intensa, mas desvanecendo por um segundo. Sua visão falhou e ele caiu mole.
“Nosso?” Pierre disse surpreso, sem palavras. “Eu não… Eu não entendo.”
A mão de Pierre encontrou a de David, e o baixista a apertou fracamente. “Eu devia ter te dito.” David se precipitou, achando cada vez mais difícil segurar. “Eu estava errado em mentir e afastar o bebê de você. Eu estava apenas assustado. Eu não queria arruinar sua vida. Sinto muito.”
Foi nesse momento que os médicos deduziram que David estava pronto para ser retirado e dois homens ergueram o pesado baixista em seus braços, se apressando para mais cuidados médicos.
“Vão!” Chuck apressou Jeff e Seb, se movendo para o lado de Pierre, para ajudar a suportar o vocalista, que parecia que ia desmaiar. “Vão ter certeza de que David está bem!”
“O que ele quis dizer?” Pierre perguntou, deixando Chuck guiá-lo quase cegamente de volta para uma sala simples. “Chuck?”
Chuck o sentou no sofá e respirou fundo. “Há algo que você devia saber.”
Pierre olhou para ele. “É meu?” sua voz não deixou espaço para decepção. “Me diz agora. Esse bebê é meu e você sabia? Você deixou David esconder isso de mim? Porra, esse bebê é realmente meu?”
Chuck correu uma mão por seu cabelo suado. “Sim.” Ele não saiu do caminho, mesmo quando viu o soco vindo. Entretanto, ele não viu os que vieram depois.